WANDERSON FLORÊNCIO

Vereador do Recife e Vice
Líder do Governo Geraldo Julio
vereadorwandersonf@gmail.com
www.wandersonflorencio.com.br

Que cidade queremos para viver? Qual a nossa responsabilidade com o local que habitamos? Será que é possível alcançar o bem estar sem um olhar coletivo?

Certamente, responder esses questionamentos nos leva a refletir o quão importante é formularmos conceitos e práticas sobre nossa relação social e interação com o local que vivemos. Não obstante, urge a necessidade de uma nova era, onde a cidade e o cidadão conjugam ações de pertencimento, vislumbradas nas “CIDADES COMPARTILHADAS”, onde partilhar dos espaços, serviços e bens, lançam no ar o aroma do bem-estar coletivo, urbano e social.

Lugares animados, sustentáveis, com conexão de pessoas e atividades, distribuída por equipamentos urbanos, provedores desse equilíbrio, estimulado e fomentado por iniciativas públicas e privadas protetoras dos aspectos básicos de uma boa urbanidade (meio ambiente, transporte, segurança, acessibilidade), esse punhado de fatores, ao cabo e ao fim, nos levarão a uma cidade compartilhada.

Na prática, vai muito além de uma simples intervenção urbana, nos remete a uma sistemática de pertencimento coletivo, onde a cidade é um ente dessa relação; propiciando modais de transporte, que conversam entre si, do pedestre ao carro, da bicicleta ao ônibus e o metrô; valorização dos aspectos arquitetônicos que identificam historicamente a região, sinalizando pela agradabilidade, menos muros e mais verde, por exemplo; serviços de inclusão, partilhando conhecimento e oportunidades, através da tecnologia, inovação e economia solidária, são potentes agregadores para uma cidade compartilhada (democratização das conexões wi-fi, compartilhamento de carros e bicicletas, feirinhas de bairro, trabalho voluntário, reciclagem, organizações comunitárias), são verdadeiros mix de instrumentos deste conceito.

No Recife, exemplos vão se acumulando por essa cidade amigável e desejada. Chama a atenção, iniciativas importantes como o Projeto Parque Capibaribe, que visa transformar a capital Pernambucana na “Cidade Parque”, assim, voltada para o rio, emblema de sua espiritualidade. Outras, como o “Transforma Recife”, fez da cidade a capital do voluntariado; o “Conecta Recife” ofertando internet gratuita em diversos pontos da cidade; “Praia sem Barreiras” dando oportunidade ao banho de mar a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; a nova Avenida Rio Branco, no Recife Antigo, voltada ao pedestre; A Ciclofaixa de Turismo e Lazer aos domingos e o “Recife de Coração”; são algumas dentre outras realizações que conversam com o conceito de Cidade Compartilhada. Somando-se aos movimentos de iniciativa popular, como a formação de Coletivos, movimentos urbanos e ONGs existentes por esta causa.