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Anderson Ferreira: Foco, Força e Fé

Anderson Ferreira Rodrigues começou jovem na política, atuando como militante na ala jovem do PR (Partido da República) e sendo presidente do diretório estadual do partido. Seu primeiro teste nas urnas aconteceu em 2010, enfrentando a difícil disputa de se eleger deputado federal. Com o êxito de sua atuação na câmara, se reelegeu para o segundo mandato com o triplo de votos obtidos na primeira eleição.

Assim, com o legado que galgou, em 2016 venceu a disputa em segundo turno, para a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, segundo maior município de Pernambuco, com 171.057 votos. A vitória veio como a consolidação de uma carreira política de sucesso veloz. Ligado à comunidade evangélica, conquistou projeção nacional como o autor do Projeto de Lei 6.583/13, que criou o “Estatuto da Família”, com a finalidade de normatizar políticas públicas em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e assistência social. Bastante atuante em Brasília, participou de várias comissões na Câmara dos Deputados e também foi vice-líder do bloco composto pelos partidos PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB.

Em pouco tempo de gestão, Anderson vem implementando uma série de mudanças em Jaboatão dos Guararapes. Sua administração tem tocado vários projetos em áreas como educação, saúde e infraestrutura, além de ter promovido um ousado corte nas secretarias municipais para apenas 7, fora o corte de 40% na nomeação de comissionados, e redução de 33 para 24 secretarias executivas, o que gerou economia para os cofres públicos do município. Utiliza seu próprio veículo, e os secretários não dispõem de carros também, só a serviço. Casado e pai de três filhos, aos 44 anos mantém a tradição política de sua família, iniciada por seu pai, o ex-Deputado Estadual Manoel Ferreira. Num momento conturbado da política, em todos os âmbitos, se faz importante ouvir lideranças de destaque para que se saiba o que elas têm a dizer sobre a atual situação de Pernambuco e do Brasil.

Nesta entrevista à Paradigma, o Prefeito também aproveita para fazer um balanço de sua gestão até o momento, e conta sobre os próximos projetos que sua administração visa executar. Uma entrevista de prestação de contas, de reflexões da situação política atual, mas também de revelações sobre sua trajetória pessoal.

Manu Asfora – Prefeito, qual o balanço que o senhor faz até o momento de sua gestão?
Anderson Ferreira – Nesses meses de gestão, nós temos feito alguns avanços que a população do Jaboatão vinha cobrando de gestões passadas. Nosso foco foi principalmente a área social. Investimos na educação, na saúde, duplicamos o número de creches. Encontramos quatro creches em Jaboatão e hoje são oito, com mais cinco em construção. O município possui 40% das mulheres donas de casa que sustentam os lares, então elas tinham dificuldades de deixar as crianças por conta dessa deficiência de creches no nosso município. Hoje temos mais creches, o que vai melhorar essa situação. Então, o balanço que fazemos é muito positivo, diante do que foi encontrado, com as correções que teremos que fazer, ao longo destes quatro anos de mandato. E já iniciamos.

MA – Em 2016 o fato da eleição municipal ter sido bastante disputada (chegando ao segundo turno) lhe trouxe uma responsabilidade ainda maior neste começo de mandato?
AF – A nossa proposta na campanha era de “compromisso com a mudança”. Essa responsabilidade, nós trouxemos da campanha, e estamos colocando nesta gestão. Nossa eleição foi através da confiança que o eleitor do Jaboatão nos colocou. A população queria mudança. Tivemos o discurso da mudança e a estamos implementando, e essa responsabilidade vem sendo colocada para toda a equipe. Todo secretariado e as pessoas que trabalham na prefeitura, estão empenhadas em fazer uma gestão diferenciada, que atenda aos anseios e pleitos da população.

MA – Estamos pela primeira vez entrevistando um prefeito. E mais, um que não é da cidade de origem da revista. O fatode sua gestão estar em evidência em outras cidades vizinhas pode provocar uma mudança de planos futuros?
AF – Nosso foco é a administração. O compromisso é implementar uma gestão exitosa, moderna, transparente e com bastante ética. E é isso que estamos colocando. Mais adiante, acredito que nossa gestão será reconhecida pela população. E este é o nosso principal objetivo.

MA – Tão pouco tempo e com tantos projetos já em execução, como por exemplo, na educação, onde você lançou o sistema de frequência facial nas escolas. Como é este sistema e como surgiu esta ideia?
AF – Ele surgiu da necessidade de oferecer segurança aos pais e alunos, e como um meio de buscar eficiência e economia na área da educação. Quando a criança ou o jovem entra na escola, se dirige à máquina, então, aparece a foto do aluno. A presença já é registrada. O professor não precisa mais fazer a chamada na sala de aula, e isso traz um ganho de tempo, porque na chamada oral o professor perderia de 15 a 20 minutos.

NÓS TEMOS FEITO ALGUNS AVANÇOS QUE A POPULAÇÃO DO JABOATÃO VINHA COBRANDO DE GESTÕES PASSADAS. A POPULAÇÃO QUERIA MUDANÇA. TIVEMOS O DISCURSO DA MUDANÇA E ESTAMOS A IMPLEMENTANDO.

E este tempo passa a ser revertido para o conteúdo da aula. Quando o número total de alunos é registrado na escola, a merendeira já sabe quantos alunos tem e vai fazer a merenda de acordo com a quantidade. Isso gera economia. Se por acaso o aluno não comparece depois que os portões são fechados, o próprio sistema lança uma mensagem de SMS para o telefone dos pais, para comunicar que aquele aluno não esteve presente. Isso traz segurança. São ao todo 16 módulos que este programa oferece, desde o acesso aos boletins, até os dados de Bolsa Família. Todo um sistema dentro deste programa de frequência facial, que vai além do registro da presença do aluno na escola. Outro programa que foi lançado na área da educação é o “Educação Inclusiva”, é um programa que pode ser usado tanto na residência do aluno, quanto na sala de aula. Lançamos o programa com um aluno do Conjunto Marcos Freire, que tem dificuldade de locomoção. Não pode ir para a escola e nem consegue escrever. Foi montado um sistema de computador na casa dele e outro sistema na escola, Escola com uma lousa digital, câmeras na sala de aula e na residência do aluno. Ele assiste a aula de casa, como se estivesse na escola. Um monitor fica na sala de aula onde aparece a imagem do aluno. E ele se comunica diretamente, tanto com o professor, quanto com os colegas de sala, interagindo com todos. Ele pode responder perguntas do professor e participar de estudo em grupo. Queremos que o aluno não se sinta excluído e esteja incluído na sala de aula. É um projeto pioneiro no Brasil, ganhou um prêmio nacional. Vale ressaltar que o projeto foi criado pelo Instituto Hands Free, que é do Jaboatão dos Guararapes.

A GRANDE INSPIRAÇÃO VEM DO MEU PAI, O DEPUTADO MANOEL FERREIRA. FOI COM ELE QUE APRENDI A ÉTICA, AS QUESTÕES MORAIS E MEUS PRINCÍPIOS CRISTÃOS. APRENDI COM ELE, CONVIVI COM ELE EM CASA COMO PAI E ELE COMO POLÍTICO. É UM EXEMPLO QUE EU E MEU IRMÃO ANDRÉ FERREIRA SEGUIMOS E APLICAMOS EM NOSSAS VIDAS.

MA – O Centro Cultural Miguel Arraes era um matagal que pertencia ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Soube que você pediu a cessão deste espaço, transformando em uma área de lazer, cultura e de atendimento a população, o que vem dando super certo. Conte mais sobre esse projeto para nossos leitores.
AF – Este centro foi construído e inaugurado em 2012,pelo Governo Estadual, mas nunca funcionou. Inauguraram e não colocaram para funcionar. É um espaço de quase 24 mil metros quadrados, com estacionamento e ar condicionado central. Uma área belíssima, mas que estava abandonada. Quando assumimos a gestão, solicitamos a cessão daquele espaço para a prefeitura administrar.Fizemos uma reforma, colocando iluminação em LED e hoje estamos realizando vários eventos, como exposições, apresentações culturais e até o aniversário da cidade. Foi uma concessão gratuita, a prefeitura reformou, está aproveitando para eventos culturais diversos e a população ganhou uma área de lazer que não existia no município.

MA – Uma curiosidade minha sobre a orla do Jaboatão,que não possuí muitos equipamentos urbanos. Existe algum projeto para melhorar a situação da orla?
AF – Existe. O verão está aí e estamos com projetos para valorizar a orla do Jaboatão e a tornar atrativa de várias formas. Não só para o jaboatonense, mas para o turista que visita nosso município e quer ter a oportunidade de aproveitar as nossas praias.

MA – Aproveitando o gancho, vamos falar sobre Jaboatão Centro. O que a nova gestão pretende fazer por este lugar que sempre ficou à margem em gestões passadas, sem ter um gestor voltado para lá?
AF – Jaboatão Centro é a raiz, o coração do Jaboatão. Nós temos total intenção de investir e fazer a população de lá voltar a sentir orgulho de morar em Jaboatão Centro. Temos projetos na área de serviços, para cuidar que o local volte a ser revitalizado, pois está precisando. Está dentro do nosso planejamento fazer um belo trabalho e, volto a dizer, fazer o morador do Jaboatão Centro voltar a sentir orgulho de residir naquela área.

MA – Ainda sobre Jaboatão Centro, existe algum projeto voltado para o Cine Teatro Samuel Campelo?
AF – O teatro passou por uma reforma recente e está sendo utilizado. Inclusive, há pouco, tivemos um evento lá [abertura dos jogos estudantis] e fizemos [no teatro] para valorizar Jaboatão Centro. Antes, os eventos eram realizados em outros locais, como Piedade e Candeias, deixando Jaboatão Centro meio esquecido. Então, fizemos a abertura dos jogos no Samuel Campelo. Já estamos à procura de parceiros para elaborar um calendário cultural e esperamos que, num curto prazo, possamos ter uma vasta programação no teatro.

MA – Vamos falar um pouco de uma área que importa para todos nós, que é a saúde. Soube que a prefeitura lançou um aplicativo chamado “De olho na consulta”, que inclusive, recebeu um prêmio nacional. Que através dele é possível fazer acompanhamento de consultas. Qual a expectativa da prefeitura com este aplicativo,bjunto a população?
AF – Quando assumimos a prefeitura, existia uma filade espera enorme para exames especializados, como nas áreas de cardiologia, psicologia, tomografia… A determinação foi reduzir estas filas. Primeiro, fizemos um mutirão todos os dias, incluindo sábados, para adiantar estes exames específicos. Montamos toda uma estrutura no Centro Cultural Miguel Arraes e reduzimos bem este número. Atendemos a cerca de 11 mil pessoas, que tiveram suas consultas especializadas antecipadas. Gente que iria fazer o exame em novembro, dezembro, já fez sua consulta. Mas queríamos mais! Então criamos o “De olho na consulta”. O usuário do SUS vai a um posto de saúde, faz a consulta e o médico determina o tipo de exame. No apenas uma transcrição do que está na Constituição Brasileira. Não foi criado por mim e sim pelo próprio Congresso Nacional. E para qualquer parlamentar apresentar um projeto de lei onde for e seja qual o nível no legislativo, tem que estar de acordo com a Constituição. Se for diferente, o projeto passa a ser inconstitucional. Temos um foco sobre a importância da família: ela deve ser preservada e valorizada. Este estatuto, que já foi aprovado na Câmara Federal, vem para isso: para valorizar e preservar a família brasileira.

MA – Quem foram suas inspirações no começo de sua carreira política? Qual a característica mais marcante delas?
AF – A grande inspiração vem do meu pai, o deputado Manoel Ferreira. Foi com ele que aprendi a ética, as questões morais e meus princípios cristãos. Aprendi com ele, convivi com ele em casa, como pai e como político. É um exemplo que eu e meu irmão, André Ferreira, seguimos e aplicamos nas nossas vidas.

MA – Como fazer o povo brasileiro voltar a acreditar na classe política?
AF – Olhe, o mundo está mudando. Temos exemplos aí de figuras importantes da política brasileira que se achavam imunes a qualquer tipo de investigação e punição. Exemplos não faltam. E é preciso que cada um que agora queira entrar na política ou que esteja na política, siga o caminho da ética, da transparência e use a política não para si próprio, mas para o bem comum das pessoas. Usar o dinheiro público de forma correta, priorizar as ações e atender os desejos da população, e não os de grupos ou partidos políticos, como temos visto ultimamente. A fiscalização aumentou, temos um Ministério Público atuante, uma Polícia Federal atuante… e quem não andar na linha, vai ter problemas.

MA – Que nota daria para a atual situação política de Pernambuco e do Brasil
AF – Pernambuco, assim como o Brasil, vem atravessando problemas políticos, administrativos e econômicos. A nota eu não sei qual poderíamos dar. Infelizmente, pessoas que assumiram o poder e atuam na política, deram maus exemplos. Cabe a quem quer realmente fazer a mudança, assumir este compromisso e tocar adiante. Fazer tudo certo em prol da população.

MA – Anderson Ferreira por Anderson Ferreira? 
AF – Uma pessoa que tem foco, força e fé no que faz.

E É PRECISO QUE CADA UM QUE AGORA QUEIRA ENTRAR NA POLÍTICA QUE ESTEJA NA POLÍTICA SIGA O CAMINHO DA ÉTICA, DA TRANSPARÊNCIA E USE A POLÍTICA NÃO PARA SI PRÓPRIO, MAS PARA O BEM COMUM DAS PESSOAS. USAR O DINHEIRO PÚBLICO DE FORMA CORRETA, PRIORIZAR AS AÇÕES E ATENDER OS DESEJOS DA POPULAÇÃO E NÃO OS DE GRUPOS OU PARTIDOS POLÍTICOS, COMO TEMOS VISTO ULTIMAMENTE.

MA – Como é a sua rotina de trabalho? Há também espaço para um contato direto com a população?

AF – Quase que diariamente a gente vai para a rua vistoriar obras, e vem dando certo. O contato “olho no olho” com as pessoas é muito importante e isso vem tendo um resultado muito positivo. Porque ele tá vendo não só o prefeito, mas os secretários na rua. Se tem uma rua com algum problema, todos nós fazemos questão de estar lá e ouvir a reclamação da população. E aí vamos dizer o que fazer. Mas também é o seguinte: nós trabalhamos aqui com sinceridade. Se a pessoa vem fazer uma reclamação de uma rua que precisa ser calçada, mas que não está no nosso planejamento, utilizamos da sinceridade e dizer: “Olha, agora nós não vamos fazer”. Temos um planejamento, mas o nosso objetivo e alcançar todas as ruas do Jaboatão. Para que se tenha uma ideia, de janeiro para cá, mais de 500 ruas já foram recuperadas. Entre pavimentação, paralelepípedo, micro drenagem e tapa-buraco. Quando chegamos aqui, Jaboatão tinha 25% das ruas calçadas. Hoje já chegamos a 30%. Foi um trabalho preventivo que fizemos desde o início do ano e depois de passado o inverno, intensificamos o trabalho. E hoje estamos vendo resultados com as ruas em melhores condições. Tem muito o que fazer ainda, mas nossas equipes estão na rua trabalhando. Temos exemplos, como no caso da Rua Jangadeiro em Candeias, onde já apresentamos resultado. A Cel. Kleber de Andrade [também em Candeias], que teve obras iniciadas em 2013 e foram paralisadas depois das eleições municipais de 2016, pela gestão anterior. Nós retomamos estas obras, com recursos próprios e a rua está saneada e calçada. Recuperamos avenidas no Curado, Piedade, Santo Aleixo, Vila Rica. Temos procurado atacar todos estes pontos na cidade que precisavam de manutenção.

MA – Qual a importância do Estatuto da Família, um projeto de lei de sua autoria como Deputado Federal?
AF – O Estatuto da Família foi apresentado por mim com o intuito de proteger a família. Qual o objetivo? Por exemplo, se tem um caso de saúde que envolva toda a família, em vários aspectos, dê prioridade. Na educação, na justiça, no meio ambiente… É um estatuto que abrange várias vertentes, sempre com o objetivo de beneficiar a família. Foi criada toda uma polêmica em torno do estatuto por conta de um artigo da Constituição, aprovada em 1988, que estabelece como o núcleo familiar ser formado por homem e mulher. Tenho explicado sempre que este artigo é apenas uma transcrição do que está na Constituição Brasileira. Não foi criado por mim e sim pelo próprio Congresso Nacional. E para qualquer parlamentar apresentar um projeto de lei onde for e seja qual o nível no legislativo, tem que estar de acordo com a Constituição. Se for diferente, o projeto passa a ser inconstitucional. Temos um foco sobre a importância da família: ela deve ser preservada e valorizada. Este estatuto, que já foi aprovado na Câmara Federal, vem para isso: para valorizar e preservar a família brasileira.

MA – Quem foram suas inspirações no começo de sua carreira política? Qual a característica mais marcante delas?
AF – A grande inspiração vem do meu pai, o deputado Manoel Ferreira. Foi com ele que aprendi a ética, as questões morais e meus princípios cristãos. Aprendi com ele, convivi com ele em casa, como pai e como político. É um exemplo que eu e meu irmão, André Ferreira, seguimos e aplicamos nas nossas vidas.

MA – Como fazer o povo brasileiro voltar a acreditar na classe política?
AF – Olhe, o mundo está mudando. Temos exemplos aí de figuras importantes da política brasileira que se achavam imunes a qualquer tipo de investigação e punição. Exemplos não faltam. E é preciso que cada um que agora queira entrar na política ou que esteja na política, siga o caminho da ética, da transparência e use a política não para si próprio, mas para o bem comum das pessoas. Usar o dinheiro público de forma correta, priorizar as ações e atender os desejos da população, e não os de grupos ou partidos políticos, como temos visto ultimamente. A fiscalização aumentou, temos um Ministério Público atuante, uma Polícia Federal atuante… e quem não andar na linha, vai ter problemas.

MA – Que nota daria para a atual situação política de Pernambuco e do Brasil
AF – Pernambuco, assim como o Brasil, vem atravessando problemas políticos, administrativos e econômicos. A nota eu não sei qual poderíamos dar. Infelizmente, pessoas que assumiram o poder e atuam na política, deram maus exemplos. Cabe a quem quer realmente fazer a mudança, assumir este compromisso e tocar adiante. Fazer tudo certo em prol da população.

MA – Anderson Ferreira por Anderson Ferreira?
AF – Uma pessoa que tem foco, força e fé no que faz.

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Gallerist

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Vestido by:
Carlota Costa
Scarpin: by:
Luiza Barcelos

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Suéter by:
Carlota Costa
Saia jeans e cinto by:
Innocenti Jeans
Maxi colar by:
Club da Miçanga
Anéis by:
Lubella
Ankle boots by:
Guess

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Vestido by:
Carlota Costa
Chapeu by:
Top Shop
Acessórios by:
Lubella

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Vestido by:
Carlota Costa
Scarpin by:
Luiza Barcelos
Brincos by:
Lubella

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Vestido by:
Cavalera
Ankle boot by:
Call it spring

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Chapéu by:
Carmelitas
Vestido by:
Lucy In The Sky

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Vestido by:
Lucy in the Sky
Bolsa by:
Leeloo
Sandália by:
Schutz

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Chapeu by:
Forever21
Vestido by:
Maria Filó
Acessórios by:
Acervo pessoal

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Gallerist

galleristÉ com um sorriso largo, daqueles de orelha a orelha, que apresento a vocês a nossa Gallerist, a coluna de moda da Empório Paradigma. Digo nossa, porque, de fato, trata-se de um espacinho só nosso, inteiramente dedicado a nós mulheres que adoramos trocar “figurinhas” sobre moda, decor, arte e, claro, universo pop. A colunista que vos escreve é uma aficcionada por moda desde sempre, e uma confessa amante das artes em suas mais diversas formas, sendo assim, imensa foi a felicidade (e empolgação!) que senti quando convidada para dividir com vocês, leitoras, um pouquinho deste amor todo. Passo a maior parte dos meus dias (sempre corridos, digase de passagem) entre a Universidade Federal de Pernambuco, onde curso Design de Moda, e a Universidade Católica de Pernambuco, onde me dedico ao estudo das leis e suas nuances (aka Direito), dois universos bem diferentes que mesclam a emoção da arte e a razão do saber jurídico, e que acabam por me manter, de fato, equilibrada. Como exímia estudante de moda curiosa, ao longo dos anos, me vi envolvida com os mais diferentes tipos de projetos ligados à moda, através dos quais conheci muita gente talentosa, outras que fazem e acontecem, e algumas nem tão legais assim.

Também descobri novos jeitos de pensar moda e de se comunicar através dela. Experiências que, sem dúvidas, retratarei aqui, seja para darmos estridentes gargalhadas, seja para refletirmos um pouco. O bacana de se permitir desvendar o lado low profile da moda, conhecendo pessoas do tipo “gente fina, elegante e sincera”, é ver a moda em sua essência, isto é, como a mais simples demonstração de arte, cultura e expressão, onde não há preconceitos, nem regras, e sim paradigmas… O bonito é criar e usar aquilo que satisfaz, mesmo que indique “transgressão”, por isso sempre gostei do cenário fashion underground da cidade, mas, em contrapartida, também me vejo inserida no âmbito high profile da coisa, onde o luxo e a ostentação gritam alto, e, óbvio, eu adoro ver esse efeito que a moda causa nas pessoas. É incrível! Não querendo com isto dizer que há mal em ser adorador das labels e de seus artefatos tão majestosos e exclusivos, eu mesma sou daquelas que tem uma enorme wish-list, na qual no topo está a itbag desejada, e ainda, admito, tenho como inspiração o criativo Olivier Rousteing, diretor criativo da Balmain, que consegue como ninguém tornar tudo que produz objeto de desejo instantâneo.

 

galleristreservaCom isto, quero dizer para vocês que somos todos “fashion victims”, não no sentido mais utilizado do termo, qual seja, vítimas das tendências trazidas a cada estação, neste aspecto, digo em alto e bom tom que não sou, pois só uso aquilo que me cai bem, e tem a ver com o meu estilo; mas, no sentido de que somos todas vítimas (ou melhor, amigas íntimas) da moda, pois, seja transitando em qualquer dos mundos (high ou low), somos vítimas dos seus (incríveis) efeitos. Nesta primeira edição, depois de muitos e-mails recebidos, e sugestões (muito bem-vindas!), cinco lojas foram selecionadas, com diferentes estilos e nelas garimpei para vocês peças super atuais e que retratam as tendências e conceitos ditados pelas semanas de moda (nacionais e internacionais) para a temporada outono-inverno que se aproxima. Vamos conferir?

 

 

 

 

Cis

IMG_7808-2Para essa primeira edição, pensei em trazer uma joalheria de estilo marcante, e que pelo design e conceito das peças conseguisse se diferenciar das demais. Não demandou muito tempo e eu já sabia qual label trazer pra vocês: a CiS. A marca, ciceroneada por Cristiana Lemos e Camila Paes Mendonça, é o resultado da inteligente fusão entre design inovador e uma administração criativa. Cristiana, formada em design, com especialização em design de joias, e Camila, formada em administração, são amigas de longa data e duas apaixonadas por moda, e, claro, por joias. Deste amor, nasceu a CiS, nome derivado das iniciais das amigas, em 28 de abril de 2009, dando início a um legado de joias diferenciadas, distante do mood vintage tão visto e revisto nas vitrines da maioria das joalherias, e totalmente ligado à praticidade e modernidade que a mulher do século XXI busca. Hoje, a marca conta com duas lojas na cidade, uma na Galeria Via Della Fontana na Conselheiro Aguiar e outra no Shopping RioMar. Em bate-papo com as proprietárias, elas contaram que conseguiram, através do design diferenciado e ultramoderno de suas peças, conquistar não somente as que admiram uma bela joia, como também um público até então não consumidor de joias e que se identificou com a nova proposta trazida pela CiS. Essa identificação com o público vai além da venda, visto que é prioridade para Cris e Mila estarem sempre em contato direto com as clientes. Para isto, realizam vez ou outra um “petit comité” com as clientes na loja, no qual assuntos como moda e design de joias são colocados em pauta. Algumas das ações feitas pela dupla foi a Campanha do Dia das Mães de 2012, em que as clientes fiéis da marca foram utilizadas como modelos, o que gerou enorme burburinho na cidade, como também um requintado petit Balneário na Praia de Toquinho. E para quem pensa que as peças da CiS só estão na wish-List das mulheres se engana, pois a marca conta ainda com a linha masculina e infantil. Depois da minha visita à loja, só tenho a certeza de uma coisa: minha wish-List certamente ficou maior.

cis

 

Maria Filó

IMG_8249A Maria Filó, nascida no coração do Rio de Janeiro (Ipanema), em 1997, tem como característica principal a feminilidade de suas peças. A MF conta com duas lojas em Recife, em dois grandes shoppings da região, o Shopping Recife e o Shopping Plaza, portanto, atende, com primazia, as clientes da zona sul e norte da cidade. Sob o comando de Guilherme Ruas, as duas franquias da Maria Filó contam com clientela fiel, que não abre mão das peças da loja, que misturam o clássico com o moderno de forma criativa. As estampas exclusivas da marca são destaque a cada coleção e vêm em shorts, saias e vestidos. Para a temporada outono/inverno que se aproxima, a marca investiu no animal print e no couro trabalhado em recortes, aposta certeira para os looks “night deluxe”! Outro ponto alto da coleção são os cardigans e tricôs, que variam entre o estilo girlie e o “american school”, este muito visto nas últimas semanas de moda. Como destaques da coleção, aponto o conjunto maravilhoso de couro (sonho de consumo!) o qual é todo recortado a laser e atende as necessidades da minimalista mais exigente; o tricot mostarda com estampa de zebra que é leve, cool e moderno, ideal para o “inverno” da nossa região e o cardigan off White, com trabalhos manuais em algodão e lã, que se destaca em relação aos cardigans que encontramos por aí, por ter cumprimento até os joelhos. Super quentinho e confortável! A coleção está uma das mais lindas que já vi da marca, que, a cada temporada, vem me surpreendendo positivamente. Vale conferir!

maria

 

Juliana da Fonte

IMG_7537Num sábado ensolarado visitei a Juliana da Fonte, que leva a assinatura da designer e proprietária Ju da Fonte. Confesso que não imaginei que a loja fosse tão cool, pensava que tratava-se de apenas mais uma “bijoux store”, mas, só de entrar no cantinho de Ju, me surpreendi. A loja conta com uma enorme gama de acessórios, todos exclusivíssimos e feitos no atelier da marca. Em conversa com a designer, ela me contou um pouco de sua trajetória, assim como disse que iniciou os seus trabalhos em um pequeno atelier, e como conseguiu, em pouco tempo, conquistar várias fãs de seu trabalho, resolveu abrir a Juliana da Fonte. No meu passeio pela loja, pude notar que Ju conta com um acervo basicamente étnico e rocknroll, duas tendências vistas em quase todos os desfiles das semanas de moda. Os maxicolares pesados e com pedrarias são extravagantes na medida e acabam por exalar a atitude que a próxima estação nos pede, além de serem ótimas apostas para os looks da noite. As longas correntes em metal são os acessórios perfeitos para quem quer se aventurar no combo leather jacket e jeans detonado, como as mulheres da coleção outono/ inverno da Balmain. Os crucifixos com mood gótico estão espalhados pelas araras, como se quisessem espantar todo tipo de energia negativa e urucubaca! Me encantei pelos brincos com pequenas cruzes, remetendo à ideia de que podemos levar símbolos protetores até nas orelhas! O máximo! Já os colares, pulseiras e maxibrincos de referência étnica trazem um aglomerado de miçangas, contas, franjas, patuás… simplesmente incríveis. Ao passo que saí colocando todas as peças de forma desordenada, uma em cima da outra, fui me sentindo uma daquelas deusas africanas adeptas do pulseirismo, super coloridas e genuinamente étnicas. Pra quem ainda não sabe como usar os acessórios étnicos, fica a dica: o jeito mais cool é aderindo ao high-low, isto é, misturar estas peças (principalmente as com cordões em couro) com joias, fica incrível e super moderno!

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Bicot

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Já imaginou você ter uma loja cheia de novidades e peças-desejo bem pertinho do seu trabalho? Seria incrível, não é? A Bicot traduz ao pé da letra essa experiência, visto que está localizada no conhecido empresarial Albert Einstein na Ilha do Leite, tendo como público-alvo principal as mulheres que trabalham por perto. Sob o comando de Aubênia Loureiro, Graça e Marina Aguiar. a Bicot é uma daquelas lojas que contam com acervo de multimarcas especializadas no melhor do fast-fashion e portanto, tem sempre em suas araras t-shirt e peças que trazem a última tendência lançada no mercado da moda. A loja abriu as portas em 11 de junho de 2010, e desde então possui clientela fiel e sem faixa etária definida, pois tanto adolescentes quanto mulheres mais maduras conseguem encontrar o que procuram na Bicot. E isto, segundo Graça, sem dúvidas, é o grande diferencial da loja, que atende a mulheres de várias idades e tamanhos. Diferente da maior parte de lojas em empresariais que geralmente apostam em roupas de trabalho, a Bicot faz exatamente o contrário, traz modernidade, leveza e descontração para as suas araras lotadas de t-shirts divertidas e vestidos estampados, os quais, de cara, remeteram-me ao universo de Peter Pilotto. Os shorts detonados em jeans com lavagens modernas e calças em couro são alguns dos itens “temque- ter” pro inverno ameno que temos em nossa região; as clutches e acessórios descolados da loja também são must-have! Várias foram as peças que gostei da loja, e que certamente levaria para casa, mas duas me seduziram por inteiro: a blusa com estampa artsy da bandeira do Brasil (per-fei-ta para quem quer estar estilosa na Copa) e o vestido com estampa gráfica que traz listras em p&b e elementos florais. Simplesmente demais!

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Honey Pie
IMG_8189Ao entrar no universo lúdico da Honey Pie, você se sente em um daqueles bistrôs parisienses ou até mesmo na Magnolia Bakery, em New York, e todos os detalhes (do lustre ao espelho da loja) a surpreendem. E foi exatamente este o clima que Laurinha Marinho, proprietária e designer da marca, quis criar quando deu vida à Honey Pie, nome de um grande sucesso dos Beatles que serviu de inspiração para tal (torta de mel, em português), cheio de doçura, surpresas e mimos. Ao provar as peças, me senti uma verdadeira Waldorf, ou até mesmo uma Hepburn, quase que instantaneamente. Os brocados, as pérolas, os canutilhos milimetricamente bordados nas tiaras e headbands fizeram com que eu (totalmente adepta do visual militar e rocknroll) suspirasse como uma amante do estilo Lady Like. Ao provar o colar de pérolas de quase mil voltas (uma coisa de lindo!) me senti uma privilegiada, pois conheço inúmeras Waldorfianas (seguidoras do Blair Waldorf style!) que “matariam” (to die for!!) para estar no meu lugar. Plumas e mais plumas são encontradas nos acessórios de cabeça, que mais parecem os “fascinators” usados pela elite britânica e pelas bem-nascidas francesas de estilo girlie. Além dessa gama de acessórios incríveis, Laurinha tem se enveredado pelo universo das noivas, e tem produzido verdadeiras obras de arte para as que estão prestes a dizer o “sim”. Se a Honey Pie já é considerada símbolo de delicadeza e bom gosto na produção de acessórios casuais, imaginem na criação de peças tão especiais e únicas para um casamento? Outra novidade bacana é a parceria com a estilista Carolina Escobar, que, adaptando-se ao mood da loja, traz para o público-alvo vestidos rodados e rendados com ar vintage.

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Por Duda Egito

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Balneário Intocável

topoBoraBora
A preocupação com o meio ambiente e com os danos causados à praia dos Carneiros pelos visitantes habituais do fim de semana, fez com que a família de seu Rosalvo Ramos Rocha em meados de 1990 transformasse o intocável em um lugar que transmite a quem visita uma sensação de liberdade e bem-estar.

Adquirida em 1936 por Rosalvo Ramos Rocha e Maria das Dores Barbosa Rocha, Carneiros tem aproximadamente 6 km de litoral, dividido em duas faixas de praia bem diferentes e singulares. Uma, de mar aberto, seguindo a linha natural da costa, entre a divisa com a cidade de Tamandaré e a longa faixa de 12 km de corais, de águas claras, com um permanente degradê em verde e azul; outra, entre esta faixa de corais e a foz do Rio Formoso, compondo uma enseada

com a Praia de Guadalupe. Carneiros tem uma largura que varia entre 1km e 1,5 km, com uma vasta área de mata e mangue, banhados pelo Rio Ariquindá. Lá trás era exclusivamente uma grande fazenda de cocos, e , em parte ainda é, onde seu Rosalvo vivia da comercialização dos mesmos, permanecendo intacta até a década de 90, quando aquela linha de extenso coqueirais fora dividida para seus 09 filhos. Um pedaço foi loteado e a outra metade serviu de investimento para seus filhos e netos em bares, restaurantes, pousadas e hotéis. Um dos principais exemplos é o Bar e Restaurante Bora Bora, fundado em 1999 pela administradora e assistente social Marta Rocha, neta do seu Rosalvo. O Bora Bora trazia o sonho de transformar Carneiros num Taiti com bangalôs e detalhes que remetessem ao clima desse paraíso polinésio, tendo começado em formato de choupana de coco.

No início eu só abria minhas parreiras aos finais de semana, servindo água, refrigerante, cerveja, água de coco e nossa especialidade na época: caninha com caju, e o cardápio foi feito mediante as necessidades. Curioso foi o primeiro aperitivo servido e durante muito tempo o único entre as parreiras do Bora Bora, uma panelada de Aratu, feita por Gracinha, cozinheira antiga da família, da casa de Dona Ziza Rocha, mãe de Marta e a caçula de seu Rosalvo, valendo ressaltar que esse maravilhoso quitute era feito por Gracinha em um fogão de duas bocas. Martinha, como gosta de ser chamada pelos frequentadores do balneário, segue destacando que, em seu começo, eram apenas 2 mesas e 8 cadeiras, algumas até emprestadas de seus amigos hoje proprietários do Gaiamum Gigante, estes que proporcionaram momentos de muita alegria e descontração. O que no começo era um espaço imgBoraBora03destinado para encontro de amigos, tendo como staff funcionários antigos da família ou em especificas ocasiões os próprios amigos, foi crescendo e tomando dimensões bem merecedoras ao pé da letra do que de costume proporcionou durante anos a sua mais fiel clientela. Dos intermináveis finais de semana na beira da Choupana de Martinha, passaram-se a contar com o mês de férias de janeiro aberto todos os dias, no período entre 1999 a 2005. Nos primeiros 2 anos, o acesso era apenas pela praia, após abriu uma passagem por dentro da propriedade para poder abrir ao público, com todo conforto que um paraíso pode oferecer a quem o visita. A partir de 2006, começou a abrir de quinta a domingo, tendo de segundas às quartas-feiras destinadas a passeios programados por agências parceiras de turismo, como a Luck Viagens, Martur e Pontes Tur.

imgBoraBora04Hoje, a proporção está como o esperado. Com capacidade para atender 800 pessoas, a 70 metros de distância da praia, podendo desfrutar dos mais diversos drinks e coquetéis no bar bem característico do local, em formato de barco pesqueiro. O cardápio conta com mais de 30 variações de pescados, sucos e especiarias da casa, selecionadas com a qualidade de quem entende do assunto, para atender a demanda dos mais variados gostos, se fazendo bem peculiar também, descansar nas preguiçadeiras e redes com vista para o mar, detalhes únicos do local que atualmente conta com uma estrutura com estacionamento privativo, parque para crianças (Bora Borinha) e toda estrutura de apoio com chuveirões, banheiros e uma loja de conveniência (Bora Beach).

imgBoraBora05O ambiente ainda continua com a mesma essência, mantendo sempre a preocupação com a preservação ambiental o acesso de carros fica distante a 100 metros da praia e o trajeto deve ser feito a pé, evitando eventuais danos que podem ser causados pelos veículos. A seguir descrevemos um guia para quem quer ver de mais perto esse encanto que vem tornando-se um local bastante procurado pelos turistas, empresários do ramo hoteleiro, artistas em busca de refúgio e inspiração, fotógrafos e jornalistas, com um detalhe, boa parte da praia ainda pertence aos herdeiros de seu Rosalvo, filhos e netos.

Bora Bora, bora?

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Como chegar?

O aeroporto mais próximo fica no Recife, 100 km para o sul.

Para chegar à Praia dos Carneiros:

Recife:

Saindo da cidade pelo aeroporto, na entrada para a cidade do Cabo de Santo Agostinho, passando a placa das praias, pegar a PE-060. Uma hora depois, chegando em Rio Formoso, estando atento às placas, logo se vai perceber que será preciso entrar à esquerda. Pegando a via litorânea da Praia dos Carneiros, onde serão encontradas placas de sinalização do local.

imgBoraBora07Alagoas:

A AL 101, a estrada beira mar alagoana, vira PEO6O na divisa de Maragogi com São José da Coroa Grande. De Maragogi ao centro de Tamandaré são 50km; de Maceió, 170km. Bora Bora, bora?

Acho a Praia dos Carneiros a melhor alternativa do Litoral Sul de PE atualmente. A ocupação urbana está sendo bem controlada e as pousadas que estão sendo instaladas são de extremo bom gosto. – Mario Baô, Arquitet.

O que encontrar?

O horário de funcionamento do bar e restaurante é das 9h às 16h. Além de um cenário deslumbrante os atrativos são muitos, entre desfrutar de um maravilhoso banho de mar ou fazer uma caminhada na praia, passeios de catamarã pelo Rio Ariquindá, aos manguezais, prainhas restritas ao redores, banho de argila na Praia de Guadalupe, conhecer o artesanato local ou fazer uma visita à Igrejinha dos Carneiros construída em 1931, ainda em atividade. Todas as belezas naturais desse pedaçinho de paraíso, que, apesar da proximidade com a área urbana, ainda conserva um ar selvagem, quase intocado que transmite paz.

O que comer?

Que tal um camarão Bora Bora? Preparados aos quatro queijos e servido no coco verde, ou um Peixe frito na catemba?

Pode ser também um delicioso Arroz de Polvo ou um Filé de Peixe Pontal dos Carneiros, acompanhado por um molho de alcaparras e um suquinho de frutas de cajá, pitanga ou acerola. As opções são muitas e os pratos além de agradarem ao paladar, agradam também aos olhos, sempre muito coloridos e impecavelmente arrumados para tornar sua experiência ainda mais prazerosa.

Quando lembro deste restaurante o que me vem à cabeça é: aconchego e tranquilidade na beira-mar, com um cardápio repleto de iguarias incríveis como o camarão Bora Bora. Um lugar não apenas para refeições, como também para passar uma tarde junto com seus familiares e amigos desfrutando desse lindo cenário que é a Praia dos Carneiros. – Diogo Takata, Personal Trainner.

Quanto pagar?

Os pratos custam em média de R$ 40,00 a R$ 80,00. E as bebidas a partir de R$ 5,00 a R$ 30,00.

Nos arredores da beleza natural da Praia dos Carneiros, o lugar de relaxar com a vista bela do encontro do rio com o mar, chama-se o Restaurante Bora Bora. – Romario Kyrillos, Advogado.

Por que voltar?

Tudo que fazemos com gosto, dá vontade de repetirmos, e será esse mesmo pensamento que passará em suas melhores lembranças, quando seus pés deixarem a areia alva e solta desse paraíso de coqueirais e formações rochosas que estará sempre pronto para receber quem busca deferência, privilegio e lazer.

O Restaurante Bora Bora com sua culinária excelente se integra à paradisíaca Praia dos Carneiros em Tamandaré de maneira perfeita. Sabores maravilhosos, paisagem linda, atendimento excepcional. Se ir a Tamandaré já é uma delícia, ir ao Bora Bora é uma festa para todos os gostos. Imperdível! – Taciana Bravo, Psicóloga

Por: Manuella Asfora Russell
Fotos: Paulo Bezerra de Mel

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Requinte à mesa

O polo gastronômico de Pernambuco cresce a cada dia e o Boi & Brasa Churrascaria, do empresário César Ongaratto, prepara novidades para o setor em 2013.

imagemLogoBoiBrasaQuem pensa que só de Suape, montadoras de automóveis e empreendimentos ousados na construção civil vive o excelente momento econômico de Pernambuco precisa ampliar seus horizontes. O Estado vem se consolidando também como “bom de garfo” no Brasil. Isto é comprovado com dados recentes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que mostram a liderança pernambucana no polo gastronômico do Nordeste e como terceiro colocado no ranking nacional. São mais de seis mil bares e restaurantes espalhados do Litoral ao alto Sertão. E a tendência é que o setor não pare mais de crescer, impulsionado por inúmeros empreendimentos comerciais e industriais se instalando no Estado além de grandes eventos turísticos, com destaque maior para a Copa do Mundo de 2014. Não faltam opções para atender os mais variados tipos de paladar. Desde a autêntica e deliciosa culinária regional, passando pelo bom e velho rodízio de carnes até os mais sofisticados pratos internacionais, como as massas italianas e até a culinária japonesa, que definitivamente caiu no gosto dos pernambucanos.

Com a demanda cada vez maior de profissionais no setor, é fácil perceber porque tanta gente está rumando para o setor da gastronomia. Seja nas universidades federais, particulares ou nos cursos profissionalizantes. A primeira fase do projeto Vem Receber, da Abrasel, já capacitou 1.500 funcionários de mais de cem empresas.

imagemMetreBoiBrasaSão aulas de etiqueta, idiomas e treinamento comportamental. O preço baixo em relação a outros centros, com cada vez mais chefes de cozinha premiados nacionalmente e até no exterior, tem contribuído para o boom do setor gastronômico local. Por tudo isso, se faz necessário cada vez mais buscar diferenciais para competir neste setor. Não só na qualidade dos produtos servidos, como em ações para fidelizar este público crescente. E não são todos que conseguem ter êxito nessa tarefa. Pensando na diferenciação e inovação no setor que o empresário gaúcho César Ongaratto, 46 anos, diretor do Boi e Brasa Ongaratto (uma das filiais do Boi Preto Grill), resolveu trazer para o Recife um restaurante de alto padrão de qualidade. A rede foi fundada em 1979 em São Paulo e atua desde 1995 no mercado nordestino (com filiais também em Fortaleza e Salvador). O local escolhido foi um espaço localizado numa das melhores vistas da cidade, na beira -mar de Boa Viagem. Tendo a sua arquitetura característica do Século XIX com o estilo Art Noveau (anteriormente funcionava no local o Cassino Americano). Um estabelecimento com um novo conceito, que conseguiu aliar a necessidade de criar um local voltado para eventos em geral a um restaurante de qualidade comprovada para o exigente paladar do consumidor recifense. A experiência de César de 25 anos no setor foi decisiva para mostrar que este seria um empreendimento de grande sucesso.

Há seis anos, com a carência detectada de casas com este conceito no Recife, César e sua equipe resolveram ampliar a área de atendimento do restaurante, permitindo que o local abrigasse eventos, aniversários, casamentos e até shows com DJs e bandas conhecidas do cenário artístico local. Além de eventos sazonais, como o Réveillon da casa, que já é conhecido como um dos mais animados da cidade. Com uma ampla área que comporta até 400 pessoas com conforto, ambiente climatizado e estrutura de apoio completa com manobristas e estacionamento próprio. Localizado no andar superior do Boi e Brasa de Boa Viagem, rapidamente a área se tornou uma opção acessível a quem quer aliar baixo custo a uma ótima qualidade de produtos e serviços.

imagemGraficoBoiBrasa

imagemPratoBoiBrasa01O Boi e Brasa Churrascaria também oferece outras opções interessantes aos seus clientes como: espaço para crianças, bar com happy hour e uma ampla adega com mais de 200 rótulos diferenciados. Registrando altos índices de satisfação dos que procuraram a casa, o Boi e Brasa Churrascaria de Boa Viagem se tornou um dos locais mais concorridos da cidade para a realização de eventos. Tendo agenda quase sempre lotada, é necessário que os interessados agendem data com pelo menos 60 dias de antecedência. Os eventos que tenham mais de 250 pessoas ficam livres da taxa de aluguel da casa, arcando apenas com a taxa de Buffet. Além do amplo espaço interno, o Buffet é outro forte diferencial do restaurante.

imagemPratoBoiBrasa02Com um delicioso cardápio, composto por mais de 20 tipos de saladas, pratos quentes, massas, comidas japonesas, sobremesas, sucos, refrigerantes e chope, que estão disponíveis para os contratantes da casa. Sem falar das suculentas carnes, a grande especialidade do local. Uma tradição de sucesso que começou em Nova Brescia (RS) e se espalhou, nos anos 60, com a Churrascaria 477, comandada por Albino Ongaratto, tio-avô de César, em Jacupiranga, no interior de São Paulo. Segundo relatos, num dia de casa lotada após a chegada de romeiros vindos da festa do Bom Jesus de Iguape, um garçom trapalhão acabou trocando os pedidos de várias mesas, o que gerou uma grande confusão no restaurante. Assim, Albino achou por bem servir todos os espetos para todas as mesas. A ideia foi bem aceita e passou a ser uma rotina na casa, que agradou seus clientes e daí tornou-se mundialmente conhecida.

imagemPratoBoiBrasa03Hoje em dia, o rodízio de carnes da casa é um dos mais famosos do Recife, cidade onde não se dispensa um bom churrasco. É no rodízio onde se observa outro diferencial do Boi e Brasa Churrascaria em relação aos seus concorrentes: as carnes não são apenas servidas tradicionalmente nos espetos como nos restaurantes do gênero, mas também em tábuas, com o cuidado de não haver respingo de gordura em locais indevidos. Os passadores rápidos e solícitos contribuem para a eficiência e a qualidade do serviço prestado.

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Além dos eventos sociais, o Boi & Brasa de Boa Viagem conta com salas para reuniões de caráter corporativo, com estrutura para realização de palestras e seminários, seguidas de refeições ou um coffee break. Nestes espaços ocorrem as reuniões do GERE (Grupo de Executivos do Recife), presidido em 2011/2012 pelo Advogado Braga Sá, em 2013 ele preside em conselho da confraria. Com essa gama de diferenciais, a casa já se tornou um referencial. A rede Boi & Brasa também conta com unidades no bairro da Caxangá, na Zona Norte do Recife e também em Caruaru, aproveitando o momento de franco crescimento do setor. “Pernambuco tem um mercado em franco desenvolvimento e vem caminhando em busca de se firmar como o segundo polo gastronômico do país”, afirma César. Se depender de qualidade, o prato do Pernambucano continuará cheio de bom gosto e requinte, com o melhor da gastronomia nacional e internacional.

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Por: Gustavo Militão e Manuella Asfora Russell
Fotos: Álvaro Di Paula e Paulo Bezerra de Melo